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23 de set de 2011

INFORMAÇÃO!!!


Permalink: http://www.zenit.org/article-28891?l=portuguese

SANTA SÉ CONTRA PROMOÇÃO DO “ABORTO SEGURO”


Rejeita que se desviem ao aborto ajudas necessárias para as mulheres

GENEBRA, quarta-feira, 21 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – O observador permanente junto à ONU em Genebra, Dom Silvano Tomasi, mostrou, em sua intervenção sobre a mortalidade materna – na 18ª Sessão do Conselho de Direitos do Homem, que está sendo realizada na cidade –, a rejeição total da Santa Sé à promoção do “aborto seguro” nos países pobres.
“Minha delegação considera inaceitável qualquer tentativa de desviar os recursos econômicos, tão necessários, destas eficazes intervenções salva-vidas, a programas mais amplos para a contracepção e o aborto, dirigidos a limitar a procriação de uma nova vida ou a destruir a vida de uma criança”, sublinhou o prelado, em sua intervenção de 15 de setembro.
Dom Tomasi se referia ao informe sobre “Práticas para a adoção de um enfoque baseado nos direitos humanos para eliminar a mortalidade materna evitável e os direitos humanos”(A/HRC/18/27, 8 de julho de 2011), submetida a estudo nesta sessão.
No informe, fala-se de práticas médicas adequadas para combater a mortalidade materna com as quais a Santa Sé concorda, como a proteção dos direitos das mulheres e das meninas, a extensão da assistência sanitária etc.
No entanto, afirma, há dois elementos negativos propostos pelo informe, definidos como “aspectos de boa práxis” para reduzir a mortalidade materna, isto é, “aumentar o acesso à contracepção e ao planejamento familiar” e resolver o problema do chamado “aborto não-seguro para as mulheres”.
Diante disso, replicou o prelado, “a Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstrou que, na África, as mulheres morrem sobretudo por cinco causas principais: patologias vinculadas à hipertensão, falta de assistência obstétrica, hemorragias, septicemia, infecções e doenças relacionadas ao HIV”.
“As intervenções realizadas para enfrentar estas emergências médicas incluem a formação e o emprego de instrumentos obstétricos, a provisão de antibióticos e de medicações uterotônicas e melhoria do sistema dos bancos de sangue”, sublinhou, declarando “inaceitável” que estes fundos sejam destinados à contracepção e ao aborto.
Responsabilidade da família
O prelado considera que deve ser dirigida “uma particular atenção para que o marido e a mulher tenham garantida a liberdade de decidir responsavelmente, livres de qualquer coação social ou legal, o número de filhos e o intervalo entre um nascimento e outro”.
“A intenção dos governos e das demais agências não deveria ser a de decidir pelo casal, mas a de criar as condições sociais que lhe permitam tomar as decisões corretas à luz das suas responsabilidades diante de Deus, de si mesmo, da sociedade da qual faz parte e da ordem moral objetiva”, afirmou, citando a carta de João Paulo II ao secretário-geral da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, de 1994.
Além disso, recordou que a Conferência Internacional das Nações Unidas sobre População, realizada na Cidade do México em 1984, reconheceu, por unanimidade, que “o aborto, que destrói a vida humana existente (…), não é jamais um método aceitável de planificação familiar”.
“Consideramos totalmente inaceitável que o chamado 'aborto seguro' seja promovido pelo informe debatido nesta Sessão do Conselho dos Direitos do Homem ou talvez, de forma mais significativa, pela Estratégia Global para a Saúde das Mulheres e das Crianças das Nações Unidas, posta em marcha pelo secretário-geral das Nações Unidas em setembro de 2010”, acrescentou.
Ação eclesial
Por outro lado, quis recordar que a Igreja Católica apoia uma ampla rede de serviços de saúde em todos os lugares do mundo, oferecendo particularmente assistência a comunidades pobres e rurais, que muitas vezes são excluídas do acesso aos serviços promovidos pelos governos.
Citou, entre outros, os serviços especializados no tratamento e reintegração social das vítimas de violência doméstica, bem como a promoção do desenvolvimento integral e educação das mulheres e das jovens.
“Além disso, as organizações católicas defendem, no âmbito global, regional, nacional e local, políticas e práticas dirigidas a proteger os direitos das mulheres e das meninas”, acrescentou.
Neste sentido, afirmou que, para reduzir a mortalidade e morbilidade maternas, é necessário, em primeiro lugar, “melhorar a condição das mulheres, promovendo a igualdade entre homens e mulheres, a eliminação dos casamentos em idade precoce e a conseguinte promoção da dilação no início das relações sexuais, melhoria da condição social, econômica, sanitária e alimentar das mulheres e jovens, e a eliminação de algumas práticas prejudiciais, como a mutilação dos genitais femininos e a violência doméstica”.
O prelado concluiu afirmando que é necessário “reforçar os sistemas de saúde e assistência sanitária básica, para melhorar o acesso a obstetras válidos e assistência obstétrica de emergência em caso de complicações”, além de “melhorar o acompanhamento e avaliação das obrigações estatais para garantir a responsabilidade de todos os participantes e levar a cabo as diversas políticas”.

21 de set de 2011

Pare por 5 minutos!!!

São só 5 minutos! Pare e assista!

Com a palavra, o pai...

Meu nome é Diogo Henrique, tenho 28 anos, sou casado com a Kellen, criadora deste blog.
Antes de mais nada preciso relatar como essa benção, dentre outras apareceu em minha vida. Ela apareceu de repente, como que por acaso, geralmente é assim a vida, surpresas e provações aparecem  todo momento. Ela foi uma delas, a primeira melhor que aconteceu em minha vida. Nosso relacionamento sempre foi amoroso, transparente e sincero, planos foram traçados pra nossa vida juntos. O sonho do casamento, um lar e filhos. Sempre gostei de planos, mas como disse antes, a vida é cheia de surpresas. E essa foi a segunda melhor de todas. A Kellen estava grávida, esperando um filho meu. Situação que não esperávamos naquele momento, mas quando ela me contou, fui transformado! Me enchi de alegria e orgulho, junto da responsabilidade que adquirira naquela hora. Nossa atual condição na época era delicada, estava morando e trabalhando em São Paulo e ela em Aparecida. A distância era um obstáculo. Estávamos super felizes,  porém receosos de como proceder dali em diante. Mas tínhamos a certeza que Deus ia nos ajudar. Os primeiros meses foram de mimos e a cada dia uma descoberta, uma mexida, uma reação quando conversávamos com o neném. A distância que nos separava era cortante e dolorosa, minha vontade era de largar tudo e ficar ao lado dos meus amores, mas sabia que eu tinha uma nova responsabilidade: Pai, marido e chefe de família. Tinha que arcar com isso. Agüentei firme.
   Os meses foram se passando e o dia da primeira ultrassom chegou. Não me continha de ansiedade. Quando a médica disse que era uma menina, já tinha o nome de imediato. Maria Eduarda. Ouvir o coraçãozinho dela batendo foi indescritível, a melhor sensação da minha vida, naquele momento eu sabia. Sou pai. Serei o melhor do mundo pra ela. Não controlei a emoção e chorei de felicidade. Abracei e beijei minha esposa e nossa filha se contorcendo e chutando com o longo beijo que dei na barriga da minha esposa. Meu pai e minha sogra estavam presentes, a médica nos deixou à sós na sala do exame. Quando saímos, estavam a médica, meu pai e minha sogra conversando, não consegui reparar na feição deles, mas senti que meu pai ficou feliz mas de um jeito contido, e não liguei porque meu pai sempre foi mais reservado. Me deu um abraço apertado, pude sentir o orgulho que ele tinha por mim nesse abraço.
   Tínhamos mais um motivo pra comemorar. Estávamos nos casando no dia seguinte, uma cerimônia no civil, uma festa reservada à familiares e amigos próximos. Pequena viagem de lua-de-mel em seguida. Um final de semana prolongado, viagem simples, nossa condição ainda não nos proporcionava um conforto adequado. Nossa primeira parada no retorno da viagem foi a clínica para retirar o resultado do exame.
   É estranho quando apenas ao olhar para a pessoa que amamos, sabemos o que está sentindo, não? Ao abrir o exame, o silêncio da Kellen me arrepiou, o rosto sério, pude sentir que algo estava errado, ela me disse: "tem algo errado com o exame!" De um nome técnico, surgiu a dúvida. O que é anencefalia? Corremos para falar com nossa médica, ela não estava e falamos com outra.
     Médicos são formados para salvar vidas, passam anos e anos estudando se especializando, mas acho que falta uma matéria indispensável ao currículo deles: sentimentos. Me perdoem meus amigos médicos, mas foi a sensação que senti naquele momento quando a obstetra,  fria, simplesmente explicou do que se tratava, como se fosse uma questão de uma prova que realizava. Se fosse uma prova tinha ganhado um dez, mas como se tratava de pais que naquele momento descobriam o significado daquele nome técnico, ela ganharia um dez?
    Parecia que o consultório, a médica, a situação era um sonho, pesadelo no caso, que eu custava a acreditar. Quando sai, parecia que estava em outro mundo, não escutava nada, não via nada, ali, onde eu estava não existia, a vida que eu tinha, parecia que tinha encerrado ali e começado outra.
     Ao mesmo tempo que tentava entender o que estava acontecendo, tentava manter a calma da Kellen. Resolvemos fazer um outro ultrassom de emergência. Meu mundo desabou por completo quando o médico  confirmou o diagnóstico. Nada mais tinha sentido, a primeira pergunta que eu fiz foi, porque Meu Deus?! Por que nós?! O que fizemos para merecer isso?! Nem conseguimos entender, assimilar a atrocidade que a médica disse: " nesses casos não tem volta, um aborto é o melhor para vocês". O que ela sabe o que é melhor pra nós? É da minha filha que ela comentava?! Não consegui na hora nem ficar com raiva, não sabia o que fazia, saímos de lá mudos, pasmos, sem dizer uma palavra com o outro. Só consegui entrar no carro e dizer novamente: "Por que nós?!". O caminho até em casa foi longo, não conseguia dizer nada, fazer nada, nem chorar! Desabei mesmo, quando abracei minha mãe, as lágrimas de tristeza junto com indignação, raiva, tudo junto. Assimilar tudo isso levou tempo, a curiosidade de saber o que realmente nossa Duda tinha, foi o que ajudou a amenizar, a entender a dor.
    A Kellen continuou na casa dos pais e eu tentava me concentrar no meu trabalho. Foi difícil, mas meus amigos me deram força.
     Durante a gestação, adquirimos uma força gigantesca, o apoio mutuo entre eu e a Kellen foi o que nos manteve fortes e serenos. Decidimos continuar em frente com nossa filha, afinal é uma vida, a nossa vida. Demos todo o amor que podíamos durante o momento que ainda estava conosco. A Duda respondia à nossas conversas, nossos beijos, carinhos, ela entendia que a amávamos incondicionalmente.
    No dia 27 de outubro foi quando começou minha outra provação. Não sei de onde tirei forças pra ficar segurando a mão da Kellen durante o parto. Ao mesmo tempo que eu à acalmava, me segurava pra não chorar.
    O choro da Duda ao nascer, foi o som que me encheu de felicidade, mas também de tristeza, por que sabia que a Duda começava ali, uma luta para a vida, uma luta que infelizmente não tinha volta, e sabíamos disso. Um beijo nos separou naquele momento. Sai da sala em silêncio, entrei em desespero no saguão da maternidade, me ajoelhei e chorei, desabei literalmente, naquele momento o sofrimento que segurei toda a gestação para dar forças a Kellen acabou ali.  Não conseguia forças pra me levantar. Minha família me amparou, não dizia uma palavra, apenas chorava. Chorei por horas, sozinho, isolado, não conseguia conversar com ninguém.
    Passado o sedativo que aplicaram na Kellen, para acalmá-la, retornou ao quarto. A primeira visita pra Duda foi a mais dolorosa, vendo ela lutando pra viver, respiração forte, ela apertou nossos dedos com suas mãozinhas, perfeitas, lisas, pequenas, seus pezinhos grandes, seu corpinho gordinho, linda!!! Conversávamos com ela o tempo todo, ela nos escutava, tenho certeza disso. No final de cada visita, rezávamos e pedíamos ao papai do Céu, que ficasse do lado de nossa filha e não a fizesse sofrer mais, que sua missão entre nós tinha se encerrado, a mensagem que Deus e a Duda quiseram deixar foi entendida.
    Como acha que nos sentíamos pedindo pra que Deus levasse nossa filha pra que não sofresse mais? Era uma dor inigualável. Mas vê-la naquele estado doía muito mais. Cheguei a pedir que Ele me levasse no lugar dela pra não vê-la sofrer. Ela lutou por 3 dias, foram os piores 3 dias de minha vida inteira.
   Ela se tornou nosso anjinho da guarda no dia 30 de outubro.  Sabendo da situação, quando me ligaram do hospital, senti uma tristeza profunda, mas ao mesmo tempo alivio, porque nossa filha não sofria mais. Uma longa despedida ainda na encubadora, um beijo bem forte na sua face, apertando sua mãozinha, ainda sinto o beijo que dei nela, um beijo de pai em uma filha que tenho toda a certeza do mundo, pelo tempo que pude senti-la, tocá-la, foi amada intensamente.
    Amigos, a dor de perder um filho é indescritível, nunca superaremos essa perda, apenas aprendemos a tolerá-la. Eu e a Kellen amadurecemos muito nesses meses com a Duda, aprendemos muito com ela, aprendemos o dom do amor incondicional, o valor da vida, amor ao próximo. Deus nos deu um presente, temos nosso anjinho da guarda particular, nossa santinha, que sempre olha por nós.
     Esse é meu testemunho que compartilho com vocês. Minha experiência com a Duda. Eu particularmente senti falta na época  da  troca de experiências em outros casos, não tínhamos nenhum amparo sentimental de pais que passaram por essa situação,  aprendemos sozinhos, enfrentamos tudo sozinhos. Por isso a idéia de compartilhar e divulgar esse nosso sentimento. Sinto agora que era essa a missão que Deus quis passar, dar o nosso testemunho de vida, divulgar a outras pessoas que necessitam de um ombro, uma base para seguir, com apenas um propósito no coração: AME INCONDICIONALMENTE. Obrigado!

19 de set de 2011

Quando a anencefalia entrou na minha vida e no meu vocabulário

Quando alcançava os cinco meses de gestação, tive que fazer um segundo exame de ultrassonografia, a pedido da minha obstetra, apenas pra saber o sexo do bebê e, claro, confirmar se estava tudo bem, sob nenhuma suspeita. A solicitação dela era mais simples, mas como tinha lido sobre o tal "morfológico", que era mais completo e mostrava tudo no bebê, resolvi fazê-lo só por desencargo de consciência. Fomos em comitiva para a clínica radiológica. Meu sogro e minha mãe estavam tão curiosos quanto o meu marido e eu. Era uma menina. Comemoramos sozinhos na sala, e eu nem percebi que a médica que havia feito o exame nos deixara pra conversar com nossos pais. Quando perguntei se estava tudo bem com o bebê. A resposta veio em tom baixo, apenas um sim. Mal sabia que por trás daquela afirmação existiam tantas dúvidas.
Quando retornamos de viagem de lua de mel, passamos correndo pra pegar o resultado do exame. era um fim de tarde, véspera de feriado. Quando terminei de ler o resultado, entrei em choque e gritei pro meu marido ir direto pro consultório. Minha médica, que era do SUS, já tinha ido embora. Uma outra, que estava apenas anotando umas fichas, me atendeu. E como quem dá uma receita de bolo, me cuspiu o significado da palavra anencefalia. Mas como tempo de preparo da receita, a resposta foi: "Se eu fosse você, pedia na justiça o direito de abortar. Não há o que fazer! Pode ser melhor pra você!" Um buraco se abriu embaixo dos meus pés, mas eu não conseguia nem sequer cair dentro dele. Parecia estar em um outro mundo, ou em um pesadelo que teimava em não acabar. Acho que nunca chorei tanto na minha vida...
O que eu só percebi mais tarde, com o passar do tempo, foi que meu choro não se destinava apenas à minha dor, mas também à rigidez e desprezo pela vida, inclusos nas palavras daquela médica.
Minha família já sabia. Era disso que falavam meu sogro, minha mãe e a médica que fez minha ultrassom enquanto eu e meu marido comemorávamos a descoberta de que Maria Eduarda estava à caminho.
Depois de um longo abraço dos meus irmãos e dos meus pais, tentei me recolher nos braços do meu marido que também sofria, e tivemos a primeira noite de uma nova fase da nossa vida.

16 de set de 2011

NÃO HÁ DIREITO AO ABORTO


Tribunal europeu: não existe o direito ao aborto
Defende a proibição de abortar da Constituição irlandesa
ESTRASBURGO, sexta-feira, 17 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – O Tribunal Europeu de Direitos Humanos afirmou que não há um “direito humano ao aborto”, em um caso relativo a uma contestação à Constituição irlandesa.
A Grande Sala do Tribunal emitiu nessa quinta-feira uma sentença sobre o caso A, B e C versus Irlanda, destacando que a proibição constitucional irlandesa de abortar não viola a Convenção Europeia de Direitos Humanos.
A contestação à norma irlandesa foi levada ao tribunal em dezembro passado por três mulheres que afirmavam ter sido “obrigadas” a ir ao exterior para abortar, alegando que colocavam em risco sua saúde.
O tribunal sentenciou que as leis do país não violam a Convenção Europeia de Direitos Humanos, que destaca “o direito ao respeito à vida privada e familiar”.
O Centro Europeu de Direito e Justiça, parte terceira neste caso, elogiou o reconhecimento do tribunal ao “direito à vida do não nascido”.
O diretor do centro, Grégor Puppinck, explicou a ZENIT a preocupação de que o tribunal “pudesse reconhecer um direito ao aborto” como um “novo direito derivado da interpretação cada vez mais ampla do artigo 8”.
No entanto – acrescentou – “o tribunal não reconheceu este direito”, mas “reconheceu o direito à vida do não nascido como um direito legítimo”.
Puppinck esclareceu que “o tribunal não reconhece o direito à vida do não nascido como um direito absoluto, mas como um direito que deve ser avaliado com outros interesses em conflito, como a saúde da mãe ou outros interesses sociais”.
Equilíbrio de interessesNo entanto, “os Estados têm uma ampla margem de apreciação ao ponderar esses interesses em conflito, inclusive ainda que exista um vasto consenso pró-aborto na legislação europeia”.
“Isto é importante: o amplo consenso pró-aborto na legislação europeia não cria nenhuma nova obrigação, como em outros temas social e moralmente debatidos”, disse.
Segundo ele, “assim, um Estado é livre para proporcionar um grau muito elevado de proteção do direito à vida da criança não nascida”.
“O direito à vida da criança não nascida pode superar legitimamente outros direitos em conflito garantidos.”
Segundo Puppinck, “como tal, não existe um direito autônomo a se submeter a um aborto baseado na Convenção”.
O diretor do Centro Europeu de Direito e Justiça afirmou: “não recordo nenhum caso anterior que reconheça claramente um direito autônomo à vida da criança não-nascida”.
Um comunicado do Centro Europeu de Direito e Justiça destaca que “o objetivo natural e o dever do Estado é proteger a vida de seu povo; as pessoas, portanto, mantêm o direito a ter suas vidas protegidas pelo Estado”.
“A reciprocidade entre os direitos das pessoas e o dever do Estado no campo da vida e da segurança se considera tradicionalmente como o fundamento da sociedade pública; ademais, é o fundamento da autoridade e da legitimidade estatal”, indica.
E acrescenta que “a autoridade para abrir mão da proteção do direito à vida corresponde originariamente ao Estado e se exerce no contexto de sua soberania”.

15 de set de 2011

Sejam bem vidas!!!

Dia 27 de outubro é aniversário da Maria Eduarda, minha filha. Já se passaram 3 anos desde que ela nasceu. E seu nascimento foi o que me fez sentir o maior orgulho de mim mesma, por ter conseguido gerar e carregar em meu ventre um ser tão especial e puro. Ouví-la chorar ao sair da minha barriga foi para mim o mesmo que um até mais. "Madú", como eu a chamava na minha barriga, durante nossas longas conversas de mãe e filha, era anencéfala. Eu sabia que enquanto a pudesse carregar, viva ela estaria, mas Deus permitiu às mães o fazer apenas por nove meses, algumas até menos. Ainda lembro de tê-la beijado, de ter dito que a amava exatamente do jeitinho que ela era. Foi o único contato direto. Meus lábios e aquela pequenina face toda molhada e ainda suja. Mas o suficiente pra transmitir a ela que eu estava ali. Foram três dias. Três dias de luta pela vida, que teimava em não ficar, três dias de desespero por saber que logo ela iria, e três dias intensos em que tentei ser toda mãe de uma vida. Até que, depois de cumprir sua missão, se despediu.
Durante os dias vou partilhar com vocês um pouco dessa experiência maravilhosa pela qual ainda passo: ser uma MÃE ESCOLHIDA A DEDO POR DEUS.