É uma pena que apenas um deputado não possa fazer peso em uma decisão tão importante como a que foi tomada na semana passada pelo STF. Contra fatos não há argumentos, ou melhor, não deveria ter... Não estou fazendo campanha pra ninguém, mas quando um político acerta, temos que valorizar. Assistam à essa explicação simples, porém completa, sobre quanto vale um segundo de uma vida.
Este blog visa divulgar nossa experiência como pais de um bebê anencéfalo no intuito de que outras famílias, na mesma situação ou semelhante, possam encontrar apoio, trocar experiências, e ver que o aborto não é nunca a melhor saída. Optar pela vida, mesmo que dure pouco tempo, vale a pena!
19 de abr. de 2012
15 de abr. de 2012
O que diz a Igreja

A Conferência Nacional dos bispos do Brasil, logo após a conclusão do julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54, emitiu nota oficial lamentando a decisão. No texto, os bispos afirmam que "Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso".
Leia a integra da Nota:
Nota da CNBB sobre o aborto de Feto “Anencefálico”Referente ao julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB lamenta profundamente a decisão do Supremo Tribunal Federal que descriminalizou o aborto de feto com anencefalia ao julgar favorável a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54. Com esta decisão, a Suprema Corte parece não ter levado em conta a prerrogativa do Congresso Nacional cuja responsabilidade última é legislar.
Os princípios da “inviolabilidade do direito à vida”, da “dignidade da pessoa humana” e da promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação (cf. art. 5°, caput; 1°, III e 3°, IV, Constituição Federal), referem-se tanto à mulher quanto aos fetos anencefálicos. Quando a vida não é respeitada, todos os outros direitos são menosprezados, e rompem-se as relações mais profundas.
Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso. A ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não aceita exceções. Os fetos anencefálicos, como todos os seres inocentes e frágeis, não podem ser descartados e nem ter seus direitos fundamentais vilipendiados!
A gestação de uma criança com anencefalia é um drama para a família, especialmente para a mãe. Considerar que o aborto é a melhor opção para a mulher, além de negar o direito inviolável do nascituro, ignora as consequências psicológicas negativas para a mãe. Estado e a sociedade devem oferecer à gestante amparo e proteção
Ao defender o direito à vida dos anencefálicos, a Igreja se fundamenta numa visão antropológica do ser humano, baseando-se em argumentos teológicos éticos, científicos e jurídicos. Exclui-se, portanto, qualquer argumentação que afirme tratar-se de ingerência da religião no Estado laico. A participação efetiva na defesa e na promoção da dignidade e liberdade humanas deve ser legitimamente assegurada também à Igreja.
A Páscoa de Jesus que comemora a vitória da vida sobre a morte, nos inspira a reafirmar com convicção que a vida humana é sagrada e sua dignidade inviolável.
Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, nos ajude em nossa missão de fazer ecoar a Palavra de Deus: “Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19).
Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB
Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB
13 de abr. de 2012
A batalha foi perdida, mas a guerra, nunca!!!
Bom dia amigos!
Mais uma vez o bom senso e o amor à vida não venceu!
Foi aprovado o aborto em casos de anencefalia.
Mas a Comissão deixou claro que o direito de prosseguir com a gravidez, seria um direito da mãe. Como se isso mascarasse uma atitude que no pé da letra, matará uma vida!
É gente! Foi dado o ponta pé inicial... Pra que?
Pra outros tipos de condições em que o aborto seria uma "alternativa", complicações genéticas, anomalias, infanticídios. Duvida?
Qual seria o argumento nesses casos pra conseguir o direito da interrupção de uma vida?
"Já aprovaram pra casos de anencefalia, por que não aprovar nesses?
As vezes me pergunto em que sociedade vivemos? Buscamos tanto igualdade nos direitos, responsabilidade social e com o meio ambiente, ajudar o próximo etc... E aprovam uma lei que interrompe uma vida, curta concordo, mas que pra mim e pra minha esposa, só trouxeram felicidade e amor, onde conseguimos passar todo aquele sentimento de pai e mãe.
Agora pais que estão nessa situação, irão optar por escolher dar amor incondicional ao seu filho mesmo sabendo que será por pouco tempo, mas em que o sentimento ficará para eternidade, ou preferem interromper essa vida, sem dar a chance a vocês mesmos de descobrir que em qualquer caso, em qualquer situação é possível sim, AMAR.
Apenas peço que se dêem essa chance, posso garantir, que vale a pena... Que vale a pena se doar, sentir essa dor, dor de pais mas onde o amor e carinho é passado e é sentido por nosso filho, tenho certeza disso! Um abraço a todos!
Uol Notícias - Aprovação do aborto no caso de anencefalia
Diogo Henrique
12 de abr. de 2012
Vigília em defesa da vida
CONVOCAÇÃO: VIGÍLIA ECUMÊNICA PELA VIDA
1 - VIGÍLIA ECUMÊNICA DE ORAÇÃO PRESENCIAL
Dias 10 e 11.04.2012 - Vigília de Oração Ecumênica em frente ao STF - Supremo Tribunal Federal
Dias 10 e 11.04.2012 - Vigília de Oração Ecumênica em frente ao STF - Supremo Tribunal Federal
Participações de artistas: Elba Ramalho e Nael de Freitas
2-TWITAÇO VIGÍLIA - #abortonuncamais
4- FACEBOOK E OUTRAS MÍDIAS
JOVENS PELA VIDADireito à vida aos anencéfalos - Aborto nunca - Saúde para proteger mulher da morte Materna -
CPI da VERDADE sobre o ABORTO,JÁ!
5 - ENVIO DE EMAILS
A
partir das 9:00 horas, nos dias 10 e 11.04.2012. até o término do
julgamento - envio de emails para os Ministros do STF - Emails dos
ministros e TEXTOS abaixo
EMAILS DOS MINISTROS
mgilmar@stf.jus.br, mgilmar@stf.gov.br, mcelso@stf.jus.br, mcelso@stf.gov.br, marcoaurelio@stf.jus.br, EMAILS DOS MINISTROS
marcoaurelio@stf.gov.br, gabinete-
marcoaurelio@stf.jus.br, gabineteluizfux@stf.jus.br, gabmtoffoli@stf.jus.br,
MODELO n. 01 de TEXTO DE EMAIL PARA OS MINISTROS
"Exmo(a) Senhor(a) Ministro(a) do Supremo Tribunal Federal:
1 - Não concordo com a a possibilidade do aborto de bebês anencefálicos e cujo julgamento está marcado para o dia 11 de abril.
2 - A liberação do assassinato de bebês anencéfalos não resolve a principal do problema, apontada pela medicina brasileira: a falta de ácido fólico na época da gestação. Em vez de matar os bebês, melhor será obrigar os governos a dar condição alimentar especial para as gestantes, a partir da fecundação do óvulo.
3 - A liberação do aborto de anencéfalos fere a dignidade humana, pois o bebê apresenta de fato uma má-formação, porém ele não está em morte cerebral. Seguindo o protocolo de definição de morte cerebral para recém nascidos (que, aliás, apresenta particularidades diferentes do protocolo de adultos) não se chega à conclusão de morte encefálica, pois nenhuma técnica pode preencher as exigências legais para comprovar a morte cerebral de um feto vivo, dentro do útero. Inclusive, é de conhecimento público que a Associação Médica dos E.U.A. suspendeu a autorização de doação de órgãos nestes casos, exatamente por não ser possível diagnosticar a morte cerebral das crianças portadoras de anencefalia durante a gravidez ou depois do nascimento, pelo fato de estarem vivas.
4- Não existe risco de morte para a gestante. O argumento de que a gestação de fetos com anencefalia é um risco de morte para a mãe não procede com a literatura da Obstetrícia clássica. Os riscos físicos e para o futuro obstétrico da mãe são menores se houver a espera do desenlace natural da gestação, com acompanhamento médico.
5 - O aborto provocado em qualquer época da gestação é que traz sérios riscos à mãe. Não há base sólida em argumentos médicos e psicológicos para ser solicitada a liberação do aborto no caso de bebês anencefálicos.
6 - É evidente a ingerência de interesses internacionais na liberação do aborto e no uso político das expectativas dessas mães para chegar a esse objetivo.
7 - Por isso, solicitamos de V. Excia que vote NÃO à interrupção da gravidez de bebês com anencefalia, e SIM ao acompanhamento ALIMENTAR, MÉDICO E PSICOLÓGICO das gestantes, as grandes vítimas dessa CULTURA DA MORTE que pretendem implantar no Brasil, com a ajuda da mais Alta CorteBrasileira.
Atenciosamente ......."
1 - Não concordo com a a possibilidade do aborto de bebês anencefálicos e cujo julgamento está marcado para o dia 11 de abril.
2 - A liberação do assassinato de bebês anencéfalos não resolve a principal do problema, apontada pela medicina brasileira: a falta de ácido fólico na época da gestação. Em vez de matar os bebês, melhor será obrigar os governos a dar condição alimentar especial para as gestantes, a partir da fecundação do óvulo.
3 - A liberação do aborto de anencéfalos fere a dignidade humana, pois o bebê apresenta de fato uma má-formação, porém ele não está em morte cerebral. Seguindo o protocolo de definição de morte cerebral para recém nascidos (que, aliás, apresenta particularidades diferentes do protocolo de adultos) não se chega à conclusão de morte encefálica, pois nenhuma técnica pode preencher as exigências legais para comprovar a morte cerebral de um feto vivo, dentro do útero. Inclusive, é de conhecimento público que a Associação Médica dos E.U.A. suspendeu a autorização de doação de órgãos nestes casos, exatamente por não ser possível diagnosticar a morte cerebral das crianças portadoras de anencefalia durante a gravidez ou depois do nascimento, pelo fato de estarem vivas.
4- Não existe risco de morte para a gestante. O argumento de que a gestação de fetos com anencefalia é um risco de morte para a mãe não procede com a literatura da Obstetrícia clássica. Os riscos físicos e para o futuro obstétrico da mãe são menores se houver a espera do desenlace natural da gestação, com acompanhamento médico.
5 - O aborto provocado em qualquer época da gestação é que traz sérios riscos à mãe. Não há base sólida em argumentos médicos e psicológicos para ser solicitada a liberação do aborto no caso de bebês anencefálicos.
6 - É evidente a ingerência de interesses internacionais na liberação do aborto e no uso político das expectativas dessas mães para chegar a esse objetivo.
7 - Por isso, solicitamos de V. Excia que vote NÃO à interrupção da gravidez de bebês com anencefalia, e SIM ao acompanhamento ALIMENTAR, MÉDICO E PSICOLÓGICO das gestantes, as grandes vítimas dessa CULTURA DA MORTE que pretendem implantar no Brasil, com a ajuda da mais Alta CorteBrasileira.
Atenciosamente ......."
MODELO N. 02 DE TEXTO DE EMAIL PARA OS MINISTROS:
Excelentíssimos Senhores
Ministros do Supremo Tribunal Federal, antes de julgarem a ADPF 54 sobre
o aborto dos bebês anencéfalos, peço leiam o que tenho a dizer:
“...Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte...”
Eu, ________________________________________________, venho por meio desta carta manifestar que sou contrário(a) ao aborto em todas as circunstancias, inclusive nos casos em que o feto é portador de anencefalia.
A vida é o maior dom de que dispomos e não compete a ninguém o poder de tirá-la.
Em um Estado Democrático de Direito, é preciso que seja resguardado o primeiro e mais importante Direito Fundamental, o Direito de Viver, sem o qual não se pode obter os demais direitos à saúde, educação, moradia, alimentação e lazer.
Não pode haver justiça numa decisão que opta por retirar a vida de seres inocentes, que se encontram numa situação de tamanha fragilidade como a dos bebes anencéfalos.
É pela vida do bebê e pelo bem-estar da mãe que lutamos.
O Estado deve zelar pelos cuidados para com a gestante e o bebê providenciando o conforto possível e todos os cuidados paliativos cabíveis, de maneira a aliviar o sofrimento. Além disso, devem ser implementadas medidas preventivas (vide art. 198, inc.II da CRFB/88) no sentido de propiciar a ingestão diária de ácido fólico por parte das mulheres em idade fértil, por ser este um meio comprovadamente eficaz de prevenção às malformações do tubo neural, dentre as quais se encontra a anencefalia ou, como mais corretamente denominada meroanencefalia (ausência parcial do encéfalo).
Defendemos que a mãe possa descobrir a importância do seu papel materno no chamado a amar seu filho, mesmo que ele esteja doente ou tenha pouca expectativa de vida.
A vida, mesmo que breve, merece ser vivida com intensidade e amor.
Esta é uma carta de quem ama a vida e luta para que todos tenham vida e a tenham em abundância.
Atenciosamente,
_____________________________________
(Assinatura)
“NÃO TENHO MEDO DO BARULHO DOS MAUS,
MAIS ME APAVORA O SILÊNCIO DOS BONS!”
Martin Luther King
Participe! A vida humana não tem religião, tem vida humana!
Envie este email para todos os seus conhecidos, amigos, parentes. Seja você também um defensor da vida humana!
O dia chegou...
Se estariam tranquilos ou preocupados, se estariam nervosos ou ansiosos, se estariam com a consciência em paz. E aí, quase não durmi.
Hoje fiquei o dia todo sem computador, apenas com a Internet do celular, que não é dos mais modernos. Passei a manhã e a tarde correndo os principais canais de notícias e ouvindo o rádio para acompanhar a votação que decidirá sobre a legalização do aborto em caso de anencéfalos. O Diogo estava trabalhando e me atualizava com as informações que ele conseguia ouvir. Me senti como se estivessem decidindo sobre a vida da minha filha, Maria Eduarda. E na verdade, é...
Quantas outras Marias e Josés são diagnosticados com anencefalia todos os dias no Brasil e podem nem vir ao mundo se suas mães tiverem o respaudo da justiça para matá-los porque são considerados sem expectativa de vida? O que me espanta é usarem o argumento de que quem decide sobre seu corpo é a mulher. Mas para mim não se trata de decidir sobre o "seu corpo" e sim sobre o corpo de outro ser humano, que é seu FILHO!!! E aí eu começo a ler comentários do tipo: "...não podem deixar esses monstros nascerem..." ou ainda: "...até que enfim o Brasil está andando pra frente e apagando leis da Idade Média..." Aí eu me pergunto, que país estamos construindo? Será que não temos culpa de tudo isso que está acontecendo com ele? Afinal, não escolhemos diretamente os Ministros, mas elegemos deputados, senadores, governadores, presidente, vereadores e prefeito.
Ou ainda, passamos a achar que tudo é normal, que algumas mudanças de comportamento são normais, que trair é normal, mentir, roubar, enganar, iludir, agredir, transar com qualquer um, se vingar... e será que a legalização do aborto de fetos anencéfalos não é apenas o ponta-pé inicial para que essa prática também passe a ser vista como "normal"? E daqui há pouco vão legalizar o infanticídio, e tantas outras coisas.
Fala-se que o aborto é uma questão de saúde pública, mas a própria ciência já provou que os fetos reagem quando o aborto começa a ser feito dentro do útero materno!
Só queria que as gestantes que receberam o diagnóstico de anencefalia soubessem que é possível levar a gravidez a diante, é possível respeitar a vida e aguentar até que o bebê aguente, é possível passar por esse sofrimento e aprender a conviver com a dor, que é uma dor de saudade e não de culpa!
Mães de anencéfalo são mães escolhidas a dedo por Deus! Ele nos escolheu para sermos geradoras desses frutos especiais e é Ele, somente Ele quem dá todo o suporte que precisamos.
Minha filha mudou a minha vida para sempre! E como foi bom conhecê-la, dizer a ela o quanto nós a amamos, o quanto a queríamos, e como foi bom ouvir o seu choro, tocá-la, segurar a sua mão e agradecer por ela ter sido tão forte.
A mulher não tem o direito de decidir, pois quem decide é Deus! E que Ele tenha compaixão de todos aqueles que ainda não experimentaram o seu amor, que não respeitam a vida e que votam a favor do aborto. E sabem de uma providência? Hoje, quarta-feira, é rezado o mistério glorioso do santo terço, em que Maria é consagrada como Mãe de Deus! Não é a tôa! Ela é mãe e tenho a certeza de que está intercedendo por tudo!
27 de out. de 2011
Como o tempo passa....

Tenho a certeza de que ela intercede por esta família que a ama e sabe que um dia nos encontraremos . Maria Eduarda dos Reis Henrique, a mamãe e o papai te amam muito!
26 de out. de 2011
Convite!
Convite feito Movimento Pró-Vida
Prezados Amigos pró-Vida
Foi inaugurado na última segunda-feira, 24/10, o programa "A Voz do Brasil pela Vida" que será levado ao ar, no Youtube, todas as semanas, para atualizar os novos lances de movimentos pró-vida, projetos de lei em defesa da vida ou projetos que agridem a vida, e ser, portanto, um porta voz do grito silencioso de milhões e milhões de bebês que são assassinados no ventre materno. Convidamos, pois, a todos os pró vidas que divulguem para os seus fichários e redes sociais para constituirmos com isto, uma central de informações em defesa da vida.
Para assistir ao primeiro deles clique aqui, ou copie e cole no seu browser o endereço abaixo:
O porta-voz é bastante conhecido de muitos dos lutadores em defesa da vida: cel. Paes de Lira, que há tempos vem lutando em defesa de valores da família contra uma verdadeira revolução cultural que visa, em todo o mundo destruir valores éticos, morais e religiosos. Trata-se de uma verdadeira perseguição religiosa em curso. Precisamos nos unir, precisamos lutar, sob pena de mais cedo ou mais tarde, assistirmos a derrocada da sociedade ocidental e cristã.
Atenciosamente
Diogo Waki
Coordenador Nacional do Brasil pela Vida
13 de out. de 2011
Como cada dia de vida vale a pena!
Esse vídeo, indicado pela Núbia em um comentário no outro post, me conquistou logo de cara! É simples, sem efeitos especiais, mas expõe em sua simplicidade a maneira mais sublime de demonstrar o amor de um pai e uma mãe a um filho! Eles também optaram pela vida, por respeitar o sentido natural das coisas, e conseguiram ser felizes em sua decisão. Apreciem!
10 de out. de 2011
DIA NACIONAL PELA VIDA
No último sábado celebramos o Dia Nacional pela Vida.
Em todo o Brasil foram realizadas inúmeras manifestações, painéis, assembléias, congressos e até protestos. Na semana em que comemoraremos o dia da criança e também o dia de Nossa Senhora Aparecida, que tal pararmos um pouco para refletir sobre o assunto? Não é uma data criada sem nenhum embasamento.
Declaração da CNBB sobre o DIA NACIONAL PELA VIDA - Novembro/1999
"O dia pela vida" já é celebrado em muitos países do mundo. A CNBB em reunião do Conselho Permanente, em novembro de 1999, oficializou o dia 08 de outubro como o "DIA NACIONAL PELA VIDA". Esta data foi escolhida por estar na semana da criança, comemorada em todo o país.
A carta magna sobre a vida é a encíclica de João Paulo II "Evangelium Vitae" (EV). O papa, neste texto, enaltece a vida, como o dom dos dons que recebemos de Deus. Infelizmente, como enfatizou, vivemos em um mundo que parece incentivar mais a cultura da morte. "Estamos plenamente conscientes, diz o papa, de que nos encontramos perante um combate gigantesco e dramático entre o mal e o bem, a morte e a vida, a "cultura da morte" e a "cultura da vida". Encontramo-nos não só "diante" mas necessariamente no "meio" de tal conflito: todos estamos implicados e tomamos parte nele, com a responsabilidade iniludível de decidir incondicionalmente a favor da vida" (EV 28). Neste contexto, o papa fala, não só dos atentados diretos à vida como o aborto, a eutanásia, os homicídios e os genocídios que, acontecem nas guerras, limpezas étnicas, chacinas, e outros, mas de outros verdadeiros genocídios lentos, não menos cruéis, provocados pela desnutrição, fome, miséria, enfermidades facilmente superáveis, a violência institucionalizada pelo narcotráfico, trabalho infantil, comércio de criança e mulheres, entre outros.
A carta magna sobre a vida é a encíclica de João Paulo II "Evangelium Vitae" (EV). O papa, neste texto, enaltece a vida, como o dom dos dons que recebemos de Deus. Infelizmente, como enfatizou, vivemos em um mundo que parece incentivar mais a cultura da morte. "Estamos plenamente conscientes, diz o papa, de que nos encontramos perante um combate gigantesco e dramático entre o mal e o bem, a morte e a vida, a "cultura da morte" e a "cultura da vida". Encontramo-nos não só "diante" mas necessariamente no "meio" de tal conflito: todos estamos implicados e tomamos parte nele, com a responsabilidade iniludível de decidir incondicionalmente a favor da vida" (EV 28). Neste contexto, o papa fala, não só dos atentados diretos à vida como o aborto, a eutanásia, os homicídios e os genocídios que, acontecem nas guerras, limpezas étnicas, chacinas, e outros, mas de outros verdadeiros genocídios lentos, não menos cruéis, provocados pela desnutrição, fome, miséria, enfermidades facilmente superáveis, a violência institucionalizada pelo narcotráfico, trabalho infantil, comércio de criança e mulheres, entre outros.
O Banco Mundial, em seu recente relatório, publicado no dia 12 de setembro último, sobre o "desenvolvimento mundial e o combate à pobreza" relata alguns resultados que denunciam a "cultura de morte" em que vivemos. No decênio 1980-1990, a pobreza no mundo não foi combatida, mas, estimulada. Diz o relatório que 2.800 bilhões de pessoas no mundo, quase a metade da população mundial, vivem com renda menor que 2 dólares diários, dos quais 1,2 bilhão (22% dos habitantes da terra) vivem com renda menor que 1 dólar diário. Na América Latina, 15% de sua população vivem, ainda, em estado de pobreza absoluta.
A Campanha da Fraternidade deste ano, ecumênica, postula dignidade e paz para todos, num novo milênio sem exclusões sociais. A exclusão social faz parte de um mundo onde o econômico prevalece sobre o social. A lógica do mercado é diferente da lógica do evangelho. A vida humana não é uma mercadoria, descartável. O corpo humano não é puro instrumento da produção e do prazer. Diz o Papa: "A vida humana é sagrada, porque, desde a sua origem, supõe a ação criadora de Deus e mantém-se sempre numa relação especial com o criador, seu único fim" (EV 53). A vida humana possui, portanto, um caráter sagrado e inviolável" (EV 22).
O recente Plebiscito sobre a "Vida acima da dívida", participado por mais de 6 milhões de brasileiros, foi quase unânime em pedir uma auditoria sobre a dívida externa, aliás exigência da Constituição de 1988. O papa, neste ano jubilar, faz veemente apelo em favor do perdão das dívidas dos países pobres e da globalização da solidariedade.
Estamos no ano jubilar do nascimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele resumiu sua vida nesta frase lapidar: "Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância" (Jo 10,10). Jesus pede vida em abundância para todos e não só para parte dos seres humanos.
Aproveitamos o dia 08 de outubro, "Dia Nacional pela vida", para meditar sobre o grande dom, não só da nossa própria vida, mas da vida de todos os nossos irmãos, especialmente os mais marginalizados e excluídos socialmente.
Dom Aloysio José Penna
Setor Família e Vida da CNBB
link oficial http://www.cnbb.org.br/estudos/encar544.html
4 de out. de 2011
Por que não abortei?
Abortar? Como assim abortar? E interromper a vida da minha filha?
Quem aquela médica pensava que era pra me dizer o que era o melhor a fazer?
Foram essas as perguntas que me fiz mesmo depois de me acalmar, com o diagnóstico da síndrome da minha filha ainda entalado na garganta. Eu já me sentia mãe, desde antes de confirmar a gravidez. Como poderia pensar em uma coisa dessas? Resolvi apenas continuar o ciclo natural das coisas, da vida. Não houve dúvida, nem minha nem do meu marido. Aguentaríamos o quanto a Duda ou Madú, aguentasse. E assim levamos até a 39ª semana, quando aconteceu o parto. E não me arrependo!
Pude ser mãe daquele bebezinho durante todo esse período. Conversava com ela o dia todo. A acordava quando eu acordava e a colocava pra dormir quando ia pra cama. Avisava quando estávamos indo passear, e mostrava a ela todo o carinho que ela recebia quando chegava uma visita, na maioria das vezes com um presente na mão.
Sim, ganhei muitos presentes! Um enxoval quase completo, com direito à kit de berço, fraldas, roupas e tudo mais. E não me sentia mal com isso. Eu acreditava e continuo acreditando em milagres, mas em todas as minhas mais dolorosas orações não sentia que era vontade Deus curá-la para que eu pudesse tê-la comigo por mais tempo. Então passei a ver o milagre de outra maneira. Ele foi acontecendo cada dia em que a Maria Eduarda continuava conosco.
Quando já sabia do problema, estava novamente em discussão no STF - Superior Tribunal Federal, a liberação do aborto para casos de anencefalia. Uma afiliada da Tv Globo queria repercutir o assunto na região onde morava, no Vale do Paraíba, e como tenho muitos colegas lá, entraram em contato comigo. Foi bom. Assim eu pude primeiro, já contar pra todo mundo qual era o problema sem ter que ficar explicando um por um que me abordasse e, segundo, expôr minha opinião contra o aborto. Em seguida, gravei um depoimento, que em breve postarei aqui, levado pela Dra. Elizabeth Kipman, da Comissão em Defesa da Vida da CNBB ao STF durante os debates. Adoraria ter ido lá pessoalmente, mas não era conveniente aos 7 ou 8 meses de gravidez.
Era o que eu podia fazer! Brigando pelo filho dos outros, me senti brigando pela vida da minha filha.
E assim quero continuar. Por isso, além de minha experiência, dos meus sentimentos, também quero dividir com vocês tudo que for notícia, informação, novidades e conquistas sobre a Defesa da Vida!
Tenho certeza de que poder trabalhar nesse sentido, é uma maneira de retribuir a toda alegria que minha filha me trouxe. Pois ela me trouxe várias. Quando reagia chutando minha barriga em nossas conversas, quando mexia lá dentro, como se quisesse me afirmar que ainda estava lá, comigo! Quando chorou ao nascer, mesmo sem ter condições para isso, quando segurou meu dedo com todos os da mãozinha dela, como se não quisesse que eu fosse embora. Quando resistiu fortemente por três dias, permitindo que eu pudesse dizer e transmitir a ela o quanto eu a amava. Talvez seja difícil para você compreender como posso ver isso como alegrias. Mas hoje tenho condições de afirmar isso, por entender que esse foi o plano de Deus na minha vida, e que Ele poderia tê-la levado ainda dentro da minha barriga, mas olha o quanto mais me foi permitido!
Se as vezes me pego chorando, é de saudade, uma saudade natural, normal, sem culpa. Uma saudade de coisas que não pude fazer, como trocar a fralda, dar banho, amamentar, pegar no colo... mas também uma saudade das poucas que pude. Agora, imaginem se eu tivesse feito o contrário?
Quem aquela médica pensava que era pra me dizer o que era o melhor a fazer?
Foram essas as perguntas que me fiz mesmo depois de me acalmar, com o diagnóstico da síndrome da minha filha ainda entalado na garganta. Eu já me sentia mãe, desde antes de confirmar a gravidez. Como poderia pensar em uma coisa dessas? Resolvi apenas continuar o ciclo natural das coisas, da vida. Não houve dúvida, nem minha nem do meu marido. Aguentaríamos o quanto a Duda ou Madú, aguentasse. E assim levamos até a 39ª semana, quando aconteceu o parto. E não me arrependo!
Pude ser mãe daquele bebezinho durante todo esse período. Conversava com ela o dia todo. A acordava quando eu acordava e a colocava pra dormir quando ia pra cama. Avisava quando estávamos indo passear, e mostrava a ela todo o carinho que ela recebia quando chegava uma visita, na maioria das vezes com um presente na mão.
Sim, ganhei muitos presentes! Um enxoval quase completo, com direito à kit de berço, fraldas, roupas e tudo mais. E não me sentia mal com isso. Eu acreditava e continuo acreditando em milagres, mas em todas as minhas mais dolorosas orações não sentia que era vontade Deus curá-la para que eu pudesse tê-la comigo por mais tempo. Então passei a ver o milagre de outra maneira. Ele foi acontecendo cada dia em que a Maria Eduarda continuava conosco.
Quando já sabia do problema, estava novamente em discussão no STF - Superior Tribunal Federal, a liberação do aborto para casos de anencefalia. Uma afiliada da Tv Globo queria repercutir o assunto na região onde morava, no Vale do Paraíba, e como tenho muitos colegas lá, entraram em contato comigo. Foi bom. Assim eu pude primeiro, já contar pra todo mundo qual era o problema sem ter que ficar explicando um por um que me abordasse e, segundo, expôr minha opinião contra o aborto. Em seguida, gravei um depoimento, que em breve postarei aqui, levado pela Dra. Elizabeth Kipman, da Comissão em Defesa da Vida da CNBB ao STF durante os debates. Adoraria ter ido lá pessoalmente, mas não era conveniente aos 7 ou 8 meses de gravidez.
Era o que eu podia fazer! Brigando pelo filho dos outros, me senti brigando pela vida da minha filha.
E assim quero continuar. Por isso, além de minha experiência, dos meus sentimentos, também quero dividir com vocês tudo que for notícia, informação, novidades e conquistas sobre a Defesa da Vida!
Tenho certeza de que poder trabalhar nesse sentido, é uma maneira de retribuir a toda alegria que minha filha me trouxe. Pois ela me trouxe várias. Quando reagia chutando minha barriga em nossas conversas, quando mexia lá dentro, como se quisesse me afirmar que ainda estava lá, comigo! Quando chorou ao nascer, mesmo sem ter condições para isso, quando segurou meu dedo com todos os da mãozinha dela, como se não quisesse que eu fosse embora. Quando resistiu fortemente por três dias, permitindo que eu pudesse dizer e transmitir a ela o quanto eu a amava. Talvez seja difícil para você compreender como posso ver isso como alegrias. Mas hoje tenho condições de afirmar isso, por entender que esse foi o plano de Deus na minha vida, e que Ele poderia tê-la levado ainda dentro da minha barriga, mas olha o quanto mais me foi permitido!
Se as vezes me pego chorando, é de saudade, uma saudade natural, normal, sem culpa. Uma saudade de coisas que não pude fazer, como trocar a fralda, dar banho, amamentar, pegar no colo... mas também uma saudade das poucas que pude. Agora, imaginem se eu tivesse feito o contrário?
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